Editorial
Resumo
Assistimos, nos dias de hoje, a um extraordinário desenvolvimento do conhecimento sobre a infância(s) e os seus contextos de vida. A partir do conhecimento gerado através de investigação produzida em múltiplas disciplinas e campos de ação, desde a neurociência, psicologia do desenvolvimento e da educação, estudos da criança, sociologia da infância, pedagogia, didática, até à avaliação de programas de intervenção, experiências profissionais, etc., a nossa visão expandiu-se, diversificou-se, complexificou-se e relativizou-se. Passámos a questionar a ideia da normatividade do desenvolvimento e a desconfiar de abordagens técnicas, instrumentais, únicas, nas leituras da qualidade dos contextos de vida das crianças e jovens. O respeito pela diversidade e inclusão social não é mais compreendido como a advocacia da tolerância em relação aos que fogem à “norma” mas traduz uma desconstrução da própria ideia de “norma”, em face da grande diversidade de populações, culturas e indivíduos. Passámos a abraçar a ideia de uma criança autónoma, responsável e competente, distanciando-nos da visão da criança como objeto ou produto. A importância dada ao contexto social, histórico, político, económico e cultural e às diversas modalidades de participação da criança, inserida em diferentes comunidades, veio sublinhar a diversidade de formas de aprender e de ser criança.
Texto Completo:
PDFApontadores
- Não há apontadores.

A Revista Investigar em Educação da SPCE está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
ISSN: 2183-1793